Connecting the dots

 

Recordo-me como se fosse hoje o dia em que entrei na universidade para estudar Psicologia sem saber bem o que o futuro me reservava. E recordo-me melhor ainda do que senti quando, passados 5 anos, terminei o curso sem saber o que queria fazer. Os 2 anos seguintes foram anos de experimentalismo: alguns trabalhos de curta duração, a primeira experiência profissional e duas pós-graduações (Marketing e Gestão).

Em 2005 entrei na log para implementar e desenvolver a área de Recursos Humanos. Durante estes anos fui responsável pela área de RH e Financeira, recrutei, acolhi e despedi-me da maior parte dos loguianos, organizei eventos, ajudei a lançar produtos, dediquei-me ao sketching, vivi e trabalhei na reestruturação da empresa para WordPress + UX, fiquei responsável pela área de UX, geri equipas, clientes, parceiros e participei em vários projectos de clientes.

Passados 11 anos de inúmeras aprendizagens e experiências, tomei a decisão de sair da log e abraçar um novo desafio.

Hoje, ao olhar para trás, consigo perceber como cada decisão e cada caminho percorrido me trouxeram até aqui. Felizmente.

“You can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something — your gut, destiny, life, karma, whatever.” — Steve Jobs

Olhar para trás só faz sentido por um motivo: para perceber como chegámos até aqui e o que aprendemos até então. E o que mais valorizo neste exercício é perceber que fui acumulando inúmeras aprendizagens, experiências e conhecimentos e que graças a este percurso tive a oportunidade de me tornar numa pessoa com uma visão muito transversal de como funciona um negócio digital e do que precisa uma empresa para funcionar.

O meu percurso não foi planeado. Fui ao sabor das metamorfoses pelas quais todas as empresas passam e em que a log não foi excepção. A cada oportunidade, eu vi um desafio.

Ter abraçado a possibilidade de aprender e trabalhar em várias áreas distintas, desde as funções mais simples passando pelas de maior responsabilidade, foi das decisões mais acertadas que tomei ao longo deste percurso. Para ser directora financeira é importante ter passado por administrativa, passar facturas e fazer cobranças. Para desenvolver políticas de Recursos Humanos eficazes é preciso entrevistar centenas de candidatos, conhecer cada uma das pessoas com quem se trabalha, trabalhar uma cultura e identidade de empresa. Para criar uma framework de UX é essencial saber o que se faz em cada projecto, como funciona a equipa, conhecer os clientes.

Valorizo cada papel que tive e cada responsabilidade que agarrei mas por diversos motivos apenas dei o devido valor a toda esta experiência quando, de uma forma muito natural e orgânica, criei valor também fora da empresa. Foi o mundo lá fora (e quem vive nele) que me fez ver claramente quem sou eu. E é para esse mundo que agora me viro.

Bem-vindos.

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